Congregação dos Sagrados Estigmas

de nosso Senhor Jesus Cristo

 

Missões Populares Estigmatinas 

Missões realizadas pela Província Santa Cruz em

Ituaçu e Vitória da Conquista (BA) - 2001
 

Depoimento do Pe. Nelton Pezzini, CSS


                No período de 12 a 22 de julho de 2001 aconteceram as Missões Populares Estigmatinas nas paróquias Nossa Senhora do Alívio, de Ituaçu, e Santa Luzia, de Vitória da Conquista.

Dez dias de trabalhos intensos e exigentes, durante os quais muitos quilômetros foram percorridos a pé, de moto e à cavalo, a fim de visitar as famílias que esperavam a bênção e as palavras de fé dos missionários, os quais, com ânimo e ardor, superavam tudo. Sem dúvida, os missionários aprenderam muito com essas missões.

A fé do povo do sertão baiano está acima de qualquer coisa: é firme e resistente! Não é a seca, não são as dificuldades da distância entre a vila e a cidade, nem a viagem até a feira de sábado em cima de pau-de-arara, buscar água com a lata na cabeça, lavar a roupa no rio, o pó, o sol e o calor da caatinga, a neblina, o vento e o frio dos gerais, o baixo preço do café, a doença sem médico por perto, enfim, nem a escassez dos bens lhes abalam a fé. Pelo contrário, a fortalecem! “Com Deus a gente vai mais longe” é uma das expressões bonitas que ouvimos por lá. E, enquanto ouvíamos, nosso coração repetia: “Só Deus mesmo...”. Foi um grande retiro!

Os missionários procuraram dar testemunho de esperança em meio às dores e sofrimentos da vida lá do sertão, motivando a vivência da fé em comunidade. Em troca, são evangelizados pelos gestos do povo, não só na acolhida, repartindo tudo conosco, mas também na solidariedade entre eles. É um povo sofrido, mas com uma alegria que contagia a todos.

A capacidade de rezar uns pelos outros é patente. Quando o missionário introduzia uma oração na família, por aquela família, era comum alguém da casa interromper, dizendo: “- Rezar pela minha família e pela família dos outros, né missionário?” É...! Tudo o que queriam para si, desejavam e pediam a Deus também pelos outros.

Voltamos mais ricos na graça. Aliás, é outra expressão de lá: “Somos fracos, menos da graça de Deus. Da graça de Deus somos ricos”.

Outro fato que chamou a atenção foi a presença de fiéis nas celebrações, encontros e oração da manhã. E no final da celebração não saíam da capela, sendo necessário dizer “Até depois, até amanhã, podemos voltar para casa...”.

A fé e a atenção que as pessoas punham nas palavras e nos gestos dos missionários nos evangelizaram e garantiram maior segurança e emprenho na realização dos trabalhos.

É como dissemos: missão é tempo forte de evangelização e conversão, não só para o povo missionado, mas também para os missionários.

O Deus Uno e Trino preencha o coração de cada missionário(a) com sua bênção, paz e coragem, muita coragem para anunciá-lo vivo e presente, caminhando com Sua Igreja.
 

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